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Veja aqui como foi minha viagem a volta do mundo.

O planejamento

Como gosto muito de aventura ao ar livre e a Nova Zelândia é o paraíso para isto planejei em conhecer o máximo possível.Embora seja um país relativamente pequeno locomover-se de uma atração para outra requer um planejamento muito grande e se perde muito tempo.Pesquisando descobri que a infraestrutura para viajar de motorhome é incrível. Eles têm as mais variados opções para qualquer bolso.Fazendo com o que seja muito mais simples e barato estar motorizado.

Eu tinha um sonho de viajar desta forma, então uni o útil ao agradável. Estava inicialmente indo com os campervans, pois, são simples e muito baratos. Meu filho resolveu ir comigo e então fiz um belo upgrade. Primeiro reservei este.

Depois, devido a problemas no motorhome, porém antes de minha chegada recebi um novo upgrade para este.

Chegamos via Santiago, no Chile, e após 13 horas de voo, uma de nossas malas não apareceu. A sorte foi que era a de equipamentos e não as de roupas.

Primeiro: Ficamos umas 2 horas esperando,  depois fizemos os documentos, mas como iríamos pegar um motorhome, não tínhamos um lugar fixo.

Segundo: A empresa do motorhome ficou de ir buscar no aeroporto e não apareceu, como era muito cedo, ficamos esperando até conseguir falar com eles.

Terceiro: Eles não tinham como ir nos pegar e solicitaram que pegássemos um táxi, que eles pagariam, porém nenhum queria, pois, era muito perto e se perdessem o lugar na fila, demoraria a pegar outra corrida. Muitas discuções e conseguimos pegar um táxi.

Fiquei imaginando que seria as férias muito ruins.

Para nossa sorte, estes foram todos os problemas em 23 dias de viagem.

Depois de resolvido a questão do táxi, chegamos para pegar o motorhome.

Uma mansão sobre rodas.

Tem duas camas de casal, cozinha completa, banheiro e chuveiro separados e uma sala de estar confortável. Acomoda 4 pessoas muito bem e estávamos em duas. Com isso a autonomia foi muito grande.

Vou escrever sobre como escolher o motorhome em outro post.

Tivemos dificuldades, pois, além de ser mão inglesa, ou seja, dirigir do outro lado da rua, ele ainda era grande 7,5 metros.Paramos em um supermercado no caminho para comprar comida, bebida e tudo que precisaríamos para os próximos dias.Tem um estacionamento bem perto do centro da cidade, Z Pier, que aceita motorhome. Estacionamos e este seria nossa casa pelos próximos dias.

Lembra-se da mala perdida? Depois de idas e vindas a cia aérea levou a mala para a central de administração do Z Pier e fomos lá buscar.

Nesta região, temos duas geleiras famosas a Franz Joseph e Fox Glacier.Fomos para o Fox devido a ter uma amiga brasileira que se mudou para a Nova Zelândia e é guia de montanha.A vila é muito pequena, encontramos a Bia, conversamos e no final do dia fomos para uma praia deserta a 20 km da cidade para passar a noite.Voltamos no outro dia para um passeio de helicóptero na geleira.Passeio fantástico e na volta mais umas cervejas e descansar, pois, teremos um dia longo para chegar em Queenstown.Seguindo para o sul, até Haast, com uma parada para descanso e seguimos mais para o interior e chegamos a Wanaka, onde resolvemos passar a noite, pois, ainda levaria algumas horas para chegar em Queenstown.

Wanaka é um daqueles vilarejos que encanta a qualquer um, as margens do lago Wanaka é super parecida com Campos do Jordão de uns 20 anos atrás. É um refúgio para as pessoas da “grande” Queenstown.

Um dos grandes objetivos, na ilha do sul, era fazer uma das melhores trilhas do mundo Milford track. Porém, estávamos acompanhando a meteorologia e não estava nada bom. Devido não estarmos na temporada também algumas pontes foram removidas e o volume de chuva deixava tudo muito perigoso.Então decidimos apenas ir fazer o passeio de barco em Milford Sound. Devido a ter que dirigir umas 3 horas  para ir e o mesmo para voltar resolvemos pegar um ônibus turístico.

Depois, no caminho, redescobri a razão de não mais utilizar este tipo de transporte.  Mas foi muito mais confortável que dirigir 6 horas.

Veja sobre esta trilha aqui. 

O passeio de ônibus.

O ônibus é super confortável, leva umas 3 horas de Queenstown até Milford Sounds, onde pegamos um barco para fazer um tour pelos fiordes até chegar no mar da Tasmânia e voltar.Da cidade de Te Anau até Milford é uma estrada lindíssima. Com vales, lagos e montanhas nevadas.

Embora o tempo na região não estava bom, confiamos na previsão do tempo e escolhemos o dia perfeito para visitar os fiordes.

A maior cidade da Ilha do Sul. Ela é chamada de a “cidade jardim” devido aos seus monumentais parques e jardins por toda a área metropolitana.O centro da cidade é super moderna devido a um grande terremoto ter destruído quase totalmente o centro, um lugar vibrante e cosmopolita com festivais, teatro, galerias de arte moderna, cafés, restaurantes e ótimas lojas.

Embora algumas partes de Christchurch ainda estejam fechadas devido a danos causados pelo terremoto (principalmente o centro), a maioria das áreas ao redor da cidade está operando normalmente e as empresas de turismo estão abertas.

Bom foram 3 300 quilômetros, 23 dias e muitas aventuras, mas é hora de ir para casa.